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À hora dos reis Metallica, os Três Tristes Tigres tocaram para "os mais lindos do festival"

À hora dos reis Metallica, os Três Tristes Tigres tocaram para "os mais lindos do festival"

Os felinos do Porto mereceriam ter tocado a uma hora com menos 'concorrência' entre palcos. Mas à medida que o concerto avançou, foram chegando (e ficando) novos convocados, transformando o NOS Alive num festival para gente sentada, e menos acelerada.



À hora a que (quase) todos queriam ver os reis do metal no palco principal, era naturalmente rarefeita a plateia que esperava os Três Tristes Tigres na tenda ali ao lado. Membros de pleno direito de outro tipo de realeza, porém, a rainha Ana Deus e o rei Alexandre Soares não se acanharam, dando um concerto com muito experimentalismo e generosidade para os espectadores que escolheram vê-los. "Vocês são os mais lindos do festival todo!", viria a despedir-se a cantora, após cerca de uma hora de canções retiradas do álbum de regresso da banda, "Mínima Luz", lançado no ano zero da pandemia, e alguns regressos ao passado.

Por falar em pandemia, é provável que a dita - e o forte confinamento que, em maio de 2020, ainda se fazia sentir - tenham ofuscado o brilho sombrio de "Mínima Luz", primeiro disco dos Tigres desde "Comum", de 1998. Mas, em palco, as canções respiram e suspiram, crescem e encontram novos caminhos. Com o precioso contributo de Miguel Ferreira (dos Clã) nas teclas, Fred Ferreira (que participou em "Mínima Luz") na bateria e Rui Pedro Martelo no baixo, os felinos do Porto mostram a sua raça - esquiva, misteriosa, intrigante - em temas como 'À Tona', ''Língua Franca' ou 'Curativo'.

Com a ajuda, também, de belas projeções (que, derradeiro sinal de aprovação, os presentes desejaram guardar na sua segunda memória, a do telemóvel), os veteranos mereceriam, porventura, ter tocado a uma hora com menos 'concorrência' entre palcos. Contudo, a verdade é que, à medida que o concerto avançou, foram chegando (e ficando) novos convocados para a causa. Nalguns casos, e aproveitando o espaço livre, os mesmos sentaram-se na relva sintética a assistir ao espetáculo, transformando por minutos o NOS Alive num festival para gente sentada, e menos acelerada.

A participação da harpista Maria Eleonor Picas foi outro dos momentos especiais de um concerto que acabou por ser uma ilha de experimentação & poesia (na sua delicada maioria, da autoria de Regina Guimarães) no meio do mar revolto de um grande festival de verão. Quem lá esteve - como, de resto, no 'solitário' concerto de Nilüfer Yanya, à hora de Florence and the Machine - não se vai esquecer.

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